Pinturas ‘en plein air’

21 de abril de 2011

Um grupo de artistas da terra, que não se cansa de pintar e desenhar, criou um movimento para promover as artes e os artistas. ‘Rabiscão Mokekado’ é o nome do movimento que ela a praças, praias, parques e jardins, os artistas munidos de lápis e pinceis para retratar o local e o cotidiano dos cidadãos. Os encontros acontecem sempre aos sábados, e despertam a curiosidades dos passantes, claro.
São artistas, ilustradores e estudantes de artes plásticas interessados em passar algumas horas juntos pela paixão do desenho, da aquarela e de outras técnicas possíveis de se pintar ao ar livre. É também uma forma de ‘humanizar’ o nosso dia a dia ao se criar uma atmosfera de convívio e união através da arte, tanto para quem
participa da ação diretamente quanto para quem é espectador / passante.
Além de difundir a arte em si!

http://colorices.blogspot.com/2011/04/divulgacao-rabiscao-mukekado-sab-09-de.html

Clóvis Aquino expõe em Capri

21 de abril de 2011

As aquarelas de Clóvis Aquino continuam ganhando o mundo. Desta vez o artista capixaba expõe 15 obras com paisagens de Roma e Capri, na linda e chic Capri/Itália no Museu Ignazio Cerio – Piazzetta Cerio, de 15 a 30 de abril. A exposição de Clóvis está sob o comando de sua marchand italiana, Myriam Peluso, e faz parte de um evento cultural paralelo denominado ‘Tibério a Capri’ promovido pela associaçao cultural Le Muse Arte e Cerio da cidade.

Desta vez o nosso artista não poderá estar presente, pois as aulas como professor não permitiram a viagem, mas como a tecnologia permite, Clóvis participará de um colóquio via internet com os convidados do Museu. O artista, pelo uma vez por ano, tem uma exposição em uma cidade da Itália, país onde viveu por 20 anos. Chic assim!

Monet em Paris

4 de fevereiro de 2011

O Museu do Grand Palais prestou uma homenagem ao grande artista e um dos criadores do impressionismo com uma super exposição. Monet 2011 já nasceu com sucesso de público garantido. Ver as obras, agora, só pelo catálogo. A exposição acabou e deixou muita gente com desejo de que quero mais. Foram ver as obras de Monet  913 064 visitantes.

Os organizadores dessa gigantesca mostra de um dos mais badalados artistas do impressionismo do século XIX, queriam surpreender os visitantes e, pensavam mesmo em levar muita gente às lágrimas. Pode parecer pedantismo dos franceses. Mas eles conseguiram surpreender, chorar, não sei se o objetivo foi atingido, porém juro que foi difícil resistir às emoção . A mostra, começou no dia 22 de setembro, e que terminou no dia 24 de janeiro, reunindo 169 telas do artista francês e, certamente, representou uma árdua tarefa aos curadores pelo desafio de conseguir agregar obras  espalhadas pelo mundo afora: além dos museus franceses, elas vieram da Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Espanha,  Estados Unidos (de onde saíram 27 telas) Inglaterra, Hungria, Holanda, Portugal, Rússia, Suécia e colecionadores particulares.

 ‘Monet’ emocionou e surpreendeu sim. Era visível ver nas obras mais populares e nas menos conhecidas,  como o pintor lançava mão do amor pela pintura para jogar com as cores nas suas pinceladas firmes, e ricas de detalhes. Monet surpreendeu em sua época pela insistência em trabalhar a luz e a sombra de suas obras, de forma perfeita e harmônica, num jogo de luzes e cores surpreendentes. Está claro nas telas ‘Femme au Jardin’, de 1866, uma mulher num jardim com o seu vestido e sombrinha brancos, e a sombra na grama, em meio a um jardim maravilhoso de grandes e pequenas árvores iluminados pelo sol como deve ser. Esse quadro pertence ao museu Hermitage, de São Petesburgo.

Monet é incontestavelmente um pintor de paisagens, do mar, das florestas, do meio ambiente, que ousou ao pintar ‘em plein air’, ou, ao ar livre. Era o pintor das quatro estações, que Vivaldi teria tido o maior encanto de ter como parceria. As obras ‘O Porto do Havre, em plena noite de 1873, e ‘Gelo no Sena em Bougival’, ou a neve no rio, são expressões de ousadia absoluta do artista, de extrema delicadeza, rica em minúcias do ambiente, que nos transporta para o local pintado. As obras retratadas em duros invernos de frio, gelo e neve, leva Monet a dizer em carta a um amigo: “O tempo está difícil e experimento fazer qualquer coisa”. E que coisas ele fez!

Natureza morta

Visitar essa exposição foi como realizar uma viagem no tempo de Monet, estar nos lugares que ele amava, onde nasceu, viveu, passou a infância, sofreu a dor da perda de ente amado, onde ele e os amigos iniciavam uma nova era na arte da pintura com o impressionismo. Monet surpreende  e a mostra nos apresenta telas de natureza morte. A composição ‘Flores e frutas’ de 1869, que pertence ao Museu Paul Getty de Los Angeles, e ‘Crisântemos vermelhos’, 1881, obra de colecionador particular, são duas preciosidades. Monet queria algo diferente nos seus jardins. Coloca flores dentro de casa. Monet, o pintor da natureza, se consagra com as obras de retratos, realizados de maneira sugestiva e decorativa. “Camille” ou simplesmente “A Mulher de vestido verde”, de 1866, leva Monet a dizer ao seu marchand que fizesse atenção especial ao verde do tecido da saia e à sensualidade da modelo. Nem precisava tanto dizer. Camille Monet, a sua primeira mulher morreu aos 32 anos, e o artista lhe rendeu uma última homenagem pintando a esposa em seu leito de morte em 1879. Uma obra de dor e amor.

Foram mais de 60 anos de vida artística, pintando incansavelmente em várias cidades da França e Inglaterra. Monet é a encarnação própria do impressionismo que constituiu no começo do século XIX os fundamentos da arte moderna. Essa exposição acontece 30 anos depois da última homenagem que os franceses lhe fizeram, com a diferença de que foi uma busca intensa para conseguir juntar todas as obras expostas por estarem espalhadas mundo a fora.

Monet pintou a Normandia, onde passava a sua infância, com destaque para as marinas  e as telas com efeito da neve. Monet pintou Argenteuil, a ponte, o Sena, paisagens magníficas da cidade ao lado de Paris. Pintou os mares do Mediterrâneo; nos deixou uma série do Parlamento Inglês e do rio Tamisa e o fog londrino que são de iluminar os olhos. A sua série da Catedral de Rouen e dos Banhos da Grenouillère (local de laser náutico), conjuntos inesquecíveis, assim como “A Rua Montorgueil”,ou “Déjeuner sur l’herbe’. Em Giverny, onde Monet viveu boa parte de sua vida, ele tinha o seu próprio jardim que está em inúmeras telas. As suas  Nymphéas o consagraram. Monet nasceu em 1840 e morreu em 1926 em Giverny.

Quem não viu a “Monet” na versão 2011 no Grand Palais de Paris, pode ter a oportunidade de ter um catálogo da exposição com 384 páginas e custa 50 euros. Ele pode ser adquirido a partir do Brasil e, além do preço, será cobrada a tarifa de envio e correios. Pedidos podem se feitos pelo site www.boutiquesdemusees.fr.  Aliás, qualquer catálogo das exposições em curso na França pode ser solicitado. Informações: www.grandpalais.fr

Carminha Corrêa – de Paris

*artiggo publicado www.revistaclass.com.br

Espírito Santo. E daí?

31 de janeiro de 2011

Vitória, capital capixaba, e todo o Estado, sofrem com o que poderíamos chamar de ‘Síndrome do Chacrinha”, ou, quem não se comunica se trumbica. E o que tem a ver ‘comunicação e turismo’? Tudo. Aliás, tudo tem a ver com a comunicação e, nesses tempos modernos ‘higt tech’ mais ainda. O mundo passa por transformações no domínio da comunicação de forma que ninguém se ‘trumbique’.

Mas o que vivemos em nosso Espírito Santo é a ‘Síndrome do Chacrinha’, quando ainda não mostramos a nossa cara para todo mundo ver de maneira a atrair o turista, aquele verdadeiro turista que vai pelas belezas da região e pelo o que ela oferece na cultura, no lazer, na gastronomia, e gasta por isso. Quando se fala do ES, se fala de gás e petróleo. E daí? Nenhum turista vai a um lugar para ver torre de petróleo ou tubulação de gás! Depois, uma cidade precisa de um aeroporto decente com vôos regulares.

O Espírito Santo propaga ou tenta atrair investidores para promover o ‘seu desenvolvimento’ à custa, inclusive de ameaças ambientais. Aquele turismo que não polui, e que traz divisas o poder público, parece, desconhecer. O Estado passou longo tempo cobrando da iniciativa privada investimentos para atrair turistas, e eles atenderam. Vitória tem hotéis de qualidade. Faltam hóspedes, sobretudo nos finais de semana. Bares e restaurantes investem, mas por falta de clientes fecham as portas pouco tempo depois. Lojas chics abrem as portas esperando atrair gente de poder aquisitivo, amargam dias difíceis e encerram o expediente em definitivo.

E a comunicação? Nada! Se por um lado o empresariado investe para oferecer bons serviços,  Estado deveria fazer a sua parte e se comunicar, propagar, para atrair os ‘clientes’. Promover o Espírito Santo e atrair o turista não é tarefa complicada, mas poderá ser num futuro próximo a continuar o Governo investindo no ‘desenvolvimento’ a qualquer preço ameaçando as praias, os rios, as montanhas, o verde. Turismo limpo é a palavra de ordem mundial. Gera emprego oficial e rendas para famílias se forem implantados bons projetos.

Promover o turismo interno também é uma obrigação publica. Os veículos de informação do Estado e nacionais estão prontos para oferecer serviços de qualidade para convencer o turista de que o Espírito Santo é uma opção. O Estado e prefeituras precisam acordar e investir nas cidades e propagar.

O Espírito Santo existe para os capixabas e, mesmo assim, eles nem prestigiam os restaurantes, as lojas da cidade, e preferem gastar no Rio e São Paulo. O turista não pode veranear na Praia das Neves em residente Kennedy porque lá não tem hotel. É assim. Novo Governo, espera-se integração dos órgãos para a promoção turística. O ES precisa mais do que um guia turístico que sabe levar os amigos a passear pela cidade e comer moqueca. Precisa de um secretário que conheça o negócio.

Os Emirados Árabes viram que não poderiam atrair turistas para ver torres de petróleo e tubulações de gás. Dubai é um paraíso dos gastadores. Bâle/Suiça é uma cidade industrial que concentra o maior número de museus de arte moderna e contemporânea da Europa. Cada um atrai o seu turista como pode! Exemplos existem, porque não aproveitar?

Carminha Corrêa

Praia do Canto: aquarela de Clovis Aquino

Praia do Canto: aquarela de Clovis Aquino

Escultura de pedras

28 de janeiro de 2011
Esultura natural

Esultura natural

O amor pela arte não tem limites para a criatividade. Quando se quer fazer cultura, arte, para encantar os olhos, não precisa de muito. O suiço da foto, aproveio um domingo de sol em Zurich e foi para o lago construir as suas obras de arte. Esculturas feitas a partir das pedras que estão amplamente em torno do lago.

Paisagem suiça e escultura

Paisagem suiça e escultura

E ai ele ajuda a tornar a paisagem da cidade ainda mais bela. O artista trabalha com as pedras umas sobre as outras, em silêncio, concentrado. Deixa ao lado um copo para que o publico que aprecia a arte, a sua arte, possa contribuir com umas moedas de franco suiço. A gente faz com prazer!

Paris e a moda

26 de janeiro de 2011

Que Paris é a cidade mundial da moda, nenhuma novidade. Paris é a capital da criação da moda, sim. E vale para todos os niveis. Tem lojas que vendem tecidos e que ousam na criatividade sugerindo modelos às clientes.

Manequin francesa

Manequin francesa

Paris é a cidade das noivas para comprar os vestidos, os tecidos, acessorios e lua de mel. Portanto, as lojas encantam as noivas.

La vem a noiva!

La vem a noiva!

Zurique

26 de janeiro de 2011
Lago e ao fundo os alpes

Lago e ao fundo os alpes

Zurique é daquelas cidades feitas para virar cartão postal. As fotos nem precisam de legendas.

Viver a musica

26 de janeiro de 2011
Musica na praça

Musica na praça

Em pleno inverno rigoroso de 2011, encontramos na praça Kleber, em Strasbourg/França o artista que leva a sua musica onde for, e na forma que preciso for. Repertorio musicas classicas.

Claude Monet, incansável

7 de janeiro de 2011

A partir de um esforço da Reunião Nacional de Museus de paris, quem passa pela capital francesa bem que poderia tr a oportunidade de visitar a exposição Monet que acontece até o dia 24 de janeiro, no Museu do Grand Palais. Não há mais ingressos disponíveis há muito tempo. Porque em Paris é assim: grande evento, enorme procura imediatamente. Ficou sabendo, corra e compre o ingresso pela internet mesmo.

Essa é a primeira exposição do grande Monet depois de 30 anos, desde a última realizada. Monet pintou por 60 anos, e então podemos imaginar a quantidade de obras espalhada pelo mundo afora. E foi isso que os franceses fizeram, sairam pelo mundo afora negociando a vinda de muitas obras do artista para essa exposição magistral. É pura emoção.

Mas, passando por Paris, e mesmo não tendo a oportunidade de visitar a expo, tente comprar o catálogo da exposição que custa 50 euros e que mostra a expo todinha.

7 de janeiro de 2011

A patronesse da cultura brasileira

Dona Lily Marinho era dessas pessoas que a gente conhece e nunca mais esquece. Daquelas que a gente aprende amar pela sua delicadeza para com o ser humano e simplicidade com a vida. Uma vida que ela soube viver com restrições à liberdade feminina de sua época; uma vida livre e plena de amor que ela descobriu numa maturidade, digamos, mais avançada. Dona Lily era sinônimo de amor: amor pelo próximo, pelas artes, pela cultura, amor pelo Brasil país que adotou como sua segunda pátria, amor por Roberto Marinho. A sua fala mansa, doce e carregada de sotaque francês era um charme à parte.

Quando pensamos, falamos ou fazemos cultura – quem atua na área sabe – lembramos de Dona Lily. Ela investiu parte de sua riqueza material em obras de arte em toda a sua vida; nos últimos anos foi patronesse de importantes exposições como a de Monet e Camille Claudel. Vitória foi uma das cidades que recebeu algumas  obras da dileta de Rodin. Onde podia estar presente na área cultural, Dona  Lily estava lá. O que podia fazer para preservar as artes, a história de uma cidade, apoiar um jovem artista ou escritor, ela fazia. Poderiam ser simples palavras de estímulo, como as que escreveu no prefácio de meu primeiro livro ‘Viver’ lançado em 2006: “A escritora consegue transmitir ao longo dos seus poemas o seu amor pelo mundo, a sua paixão para com os outros”, disse Dona Lily sobre a autora.

Dona Lily, em 2005, se esforçou para levar a Vitória a exposição de Camille Claudel e, pessoalmente, escreveu ao então governador Paulo Hartung manifestando o seu desejo de fazer com que os capixabas se aproximassem das obras da grande artista francesa. Dona Lily escolheu Vitória como uma das cidades a fazer o lançamento do seu livro de amor “Lily e Roberto”, que aconteceu no Museu Vale. Numa dessas visitas, foi homenageada pela Assembléia Legislativa, em reconhecimento a sua atuação no mundo das artes. Dona Lily esteve em nossa cidade por apenas duas vezes, mas o suficiente para dizer, na época: “gosto de Vitória, já me sinto uma capixaba”.

E nós é que agradecemos a Dona Lily pelo muito que fez pela cultura no Brasil e pelo pouquinho do que nos proporcionou com a vinda de obras de Camille Claudel.

PS: por coincidência, Dona Lily parte justamente quando me encontro da sua primeira cidade preferida, Paris, pois a segunda era o Rio de Janeiro. Vamos tê-la na lembrança.

 Carminha Corrêa – de Paris

Jornalista, escritora e  produtora cultural

Publicado no jornal A Gazeta-07/01/11